Aquela Saudade
Saudade! Saudade do tempo em que éramos crianças, filósofos questionando o mundo que estava a nossa volta. Tentávamos entender tudo perguntando, mas na maior parte do tempo, descobrindo por nós mesmos, por tentativas e vários erros. A nossa maior preocupação era do que iríamos brincar de tarde, se iríamos tomar sorvete ou comer bolo no fim daquele mesmo dia. Tínhamos sonhos que pra nós hoje, são bestas, mas naquela idade, era o que queríamos de verdade. Sonhos e prazeres tão simples que hoje parecem se tão pouco e tão insignificantes.
Crescemos e começamos a julgar todas as coisas maravilhosas que vivenciamos, pois achamos que somos melhores do que éramos ontem. Mas a verdade é: estamos regredindo sem nem mesmo saber. E nos inflamos de falsos prazeres e pensamentos, o pior é que acreditamos piamente nessa falsa impressão.
Dinheiro, regras, sociedade, beleza…Nos preocupamos tanto com coisas insignificantes, coisas que podemos viver sem. Tentamos descrever felicidade e nos esquecemos de senti-la e vivecia-lá, ignoramos se somos mesmo felizes sem ter que quantificar isso. Era tão bom ser criança e ser tão feliz com tão pouco ou com tanto, essa saudade é inexplicável e indescritível.
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