O Panóptico de Banksy

Na sociedade em que vivemos, diversos teóricos, professores, pesquisadores, têm se perguntado sobre a cada vez mais crescente necessidade das pessoas de estarem conectadas. As pessoas expõem suas vidas pra outros, que muitas vezes não conhecem, vivem no mundo virtual com contatos, em sua maioria, vazios de significado e significantes. E por esses dias, procurando algo para escrever sobre o Banksy, artista de rua que cria imagens magníficas, em sua maioria como forma de protesto, me deparei com artes dele, em que se pode ver claramente a crítica ao panóptico de Foucault.

Passamos nossa vida inteira sendo vigiados, observados, seja o proletário pelo dono da fábrica, seja pelas câmeras que nos filmam em todo lugar, lojas, nas ruas, ou pelas agências de inteligência. E atualmente, se tornou ainda mais fácil com toda a tecnologia que se têm disponível, pela internet, nos computadores, smartphones, smartTVs etc. Estamos inseridos nessa superfície de registro-controle que nos captura a cada momento com sua moral e bons-costumes, com o certo e errado que esquecemos de viver segundo nossas próprias ideias e ideais.

Branksy quebra esses estereótipos através de imagens, em locais estratégicos, que dizem muito mais que este texto por exemplo. Não tento explicar sua arte, mas apenas elucidar inquietações que elas me trazem. Sob qual perspectiva levamos nossas vidas? Tentando agradar a todo o tempo o "Grande Irmão" que no observa, seguindo com o fluxo ou indo contra a corrente, produzindo o novo e desconstruindo esse paradigma vigente?






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